Thursday, August 19, 2010

E ela disse assim:


Aqui estou eu denovo, penúltimo dia de praia, ainda viva e não está sendo tão terrível quanto eu pensei que seria...
Ontem tomei o melhor sorvete da minha vida, e mais uma coisa me fez pensar sobre a vida, quando eu cheguei aqui fiz amizade com uma menina da Alemanha, ela estava um pouco depois da metade do ano de au pair dela e agente tentando convencer ela a ficar mais. Ontem ela deixou um recado no meu celular falando que em duas semanas é a festa de despedida dela, ela ta voltando pra Alemanha, o celular ficou la.. com o correio eletrônico falando e falando e eu paralisada, pensando como o tempo passa depressa.
Sempre escolho a foto antes de começar a escrever, hoje comecei a escrever sem a foto... mas não consigo!


Agora já com a foto posso começar o post de hoje, tudo começou quando ainda em Maryland eu vi o cartaz desse filme, o nome me chamou atenção (Comer, Rezar, Amar) e principalmente a palavra love escrita com pétalas de lirios, ainda me pego olhando por intermináveis minutos essa "beleza" na capa do meu mais recem adquirido livro.

Depois tentei comprar o livro, mas não tive tempo/oportunidade/vontade, até que enfim assisti o filme e me apaixonei pela historia. Mas não to aqui pra falar da história do livro, quem quiser saber leia/assista. Eu quero passar pro blog trechos que me marcaram, nesse momento, fase, época que estou agora. Assim como meus comentários a respeito dos mesmos.

Eles soam muito melhor em inglês, aliás, descobri que agora prefiro ler em inglês do que em português, as palavras soam mais leves, como se eu estivesse provando pra mim mesmo que estou alcançando o que vem fazer aqui, mas em respeito ao nível de proeficiencia linguística dos frequentadores desse blog vou posta-los em português.

Eu só copiei alguns, a maioria perde sentido fora do contexto, ou quando traduzido, nos futuros posts coloco mais, como a autora diz nas primeiras páginas "para viajar é válido qualquer custo ou sacrifício" e dia a dia eu venho descobrindo isso aqui, a questão não é viajar, conhecer novas coisas, e descobrir como agente reage ao diferente, ao incomum.

"Eu simplesmente não me importo com onde isso vai me colocar. Porque eu amo isso. Porque é meu. Porque parece exatamente comigo, Isso pode vomitar tudo em cima de mim se quiser - Eu simplesmente não me importo."

No livro, história real, ela esta aprendendo italiano e me sinto exatamente nessas palavras, agora um pouco mais conformada com a minha falta de fluência depois de meio ano no além mar:

"eu estava ficando frustrada com a minha falta de habilidade para achar as palavras que eu queria em Italiano (inglês), então ele ( amigo e professor dela) colocou a mão em meu ombro e disse: "Liz, você tem que ser muito educada com você mesmo quando você está aprendendo alguma coisa nova. "

E finalmente pude voltar a refletir sobre o amor, toda essa minha preocupação com o futuro com o que quero fazer da minha vida, me fez por a parte meu problema com relacionamentos, que se não me falha a memoria eu prometi no meu primeiro ou segundo post explicar melhor (assim como o cheiro do café do Starbucks, mas esse eu posto quando tiver a oportunidade de fazê-lo dentro do Starbucks.)

E eu tenho feito isso muito bem, finalmente descobri que eu funciono melhor assim, sendo eu mesma, mas ainda não tenho certeza que estou suficientemente madura pra não entrar em outro relacionamento que assim como os últimos vai me tirar toda a minha energia de ser eu mesma.

"Além disso, eu tenho problemas com homens. (...) Eu desapareço na pessoa que eu amo. Eu sou a membrana permeável. Se eu te amo, você pode ter tudo. Você pode ter meu tempo, minha devoção, meu dinheiro, minha família, meu cachorro, o dinheiro do meu cachorro, o tempo do meu cachorro - tudo. Se eu te amo, eu vou carregar toda a sua dor, eu vou assumir todas as suas dividas ( em todas as definições da palavra) Eu vou te proteger da sua insegurança, eu vou te proteger de todos os tipos de boas qualidades que você nunca teve e eu vou comprar presentes de natal para toda a sua família. Eu vou te dar o sol e a chuva, e se eles não estiverem disponíveis eu vou te dar um vale-sol e um ale-chuva. Eu vou te dar tudo isso e mais, até eu ficar tão exausta e esgotada que o único caminho que eu posso recuperar minha energia e ficando apaixonada por outra pessoa."

E por fim com a mais pura verdade de todas ela escreve:

"Esse era (é) meu momento de olhar para o tipo de paz e calma que somente pode vir da solidão."

E eu tenho feito isso muito bem obrigada, quase 6 meses vivendo comigo mesma, aprendi a gostar mais de mim, a me conhecer e me entender melhor, agora posso dizer que estou mais preparada pra voltar pra vida real... mas não o suficiente para querer fazer isso.

Sei que não é um post típico Julianistico mas tudo bem, uma vez ou outra não vai comprometer meu estilo marcante! hahah

Boa noite senhores e senhoras, e pra quem fica eu digo: amanha vou pra praia!

Ju

2 comments:

Thayná Venancio said...

Ju que post lindo!!

É lendo post assim que paramos para analisar essa decisão de ser au pair.
E o melhor de tudo, me deixou com muita vontade de ler o livro e vou ler.


Bjuss e boa praia

Camila Scherrer said...

Adorei o post =)
Vai curtir a praiaaa \o/
bjO

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