Wednesday, August 11, 2010

Sobre os sapatos vermelhos... e o que vai ficar...


Eu sei que ando ausente, mas inspiração não é assim como starbucks que se encontra em qualquer esquina, então aqui estou antes tarde do que nunca.

No ultimo fim de semana, se não me engano, eu estava no shopping de Manassas com as meninas, Jaque e Vivi, e depois do almoço no Mc e o Sunday de sobremesa estávamos vendo roupas e sapatos... eis que em uma determinada loja eu vejo um sapato vermelho, altíssimo, lindíssimo e por $10 dólares, coloquei no pé, o único par restante era do meu número, a vendedora deu um risinho quando viu que alguém estava disposta a adquirir aquilo.
Mostrei pras meninas, elas falaram algo do tipo: depois não sabe pq assusta os caras (o que não é verdade, tá, só um pouco). e voltaram a se concentrar seja lá no que estavam fazendo.

Decidi comprar, eu sabia que não ia usar nunca aqui na América do norte, mas seria muito útil no Brasil afinal eu tenho uma vida social intensa e um estilo marcante... não sei pq depois que cheguei aqui acho que quando voltar pra casa vou ser da balada e cheia de estilo, Romeu está pra Julieta assim como eu estou pras Havainas.

De qualquer forma, eu tinha um sapato vermelho ali nas minhas mãos e 10 dólares no meu cartão de credito, estava caminhando para o caixa quando a Jaque me acordou do daquele sonho: "Juliana você não vai usar isso nunca na sua vida! Além do que sapato só pesa na mala!"

É ela estava certa, eu não sou o tipo de garota que foi feita pra sapatos vermelhos... eu sou aquela dos pés descalços na grama, e não são sapatos vermelhos que eu quero levar como lembrança do meu tempo na América (do norte).

Eis que então encontro o perfeito gancho pra entrar num assunto que estou tentando postar há tempos (pois é, inspiração é igual homem, fica um tempão sem aparecer nenhum, quando um aparece vem um monte de uma vez) sobre o que vou levar da América (do norte) além do projeto de inglês, das roupas e dos grandes amigos eu vou levar um vasto conhecimento de como cuidar de crianças, a melhor forma de convence-las, educa-las, ensina-las a usar o banheiro, ler e se vestir. Como fazer a hora de escovar o dente divertida e eles perceberem a real capacidade deles. Como ensinar uma criança valores e princípios e que vegetais são legais.
Mas afinal, pra que vou usar tudo isso? As vezes me pego pensando: "agora que eu já sei de tudo isso vai ser muito mais fácil cuidar dos meus filhos" ou "com os meus eu vou fazer diferente".

Mas eu não quero ter filhos, sim sou egoísta e não tenho vergonha de dizer. Pensei muito antes de deixar isso público. Pensei: daqui 10 anos eu vou ler isso denovo, casada, com a casa cheia de crianças e vou pensar: ahh quanta tolice de uma mente jovem. Mas não, agora eu prefiro pensar que lerei isso e pensarei: já era esperta desde nova!
Esse mundo tem muito mais pra ser e fazer além de do "e foram felizes para sempre".

Vou levar amigos, experiências e a certeza que que eu não me encaixo em padrões de vida normais. Os sapatos vermelhos e o sonho de construir família ficam pra próxima. Dessa vez não coube na mala! Afinal, ambos pesam muito e não combinam comigo.

Bjus bjus
me sentindo com Ju hoje!

3 comments:

Ju. said...

ta funcionando?

*Karen* said...

Adorei!!!!!haha
Eh aqui a gente sempre acaba comprando uma coisinha que nao vai usar nunca, mas ainda bem que vc tinha um anjo para te alertar...hehe
Quanto a nao ter filhos, posso te confessar q sempre sonheiem te-los, antes de vir para ca...hahaha, brincadeira, mas que realmente estar aqui me fez parar e falar, quem sabe daqui uns dez anos eu vou pensar em ter ou nao um bebe , isso sim!!!!
Ah, e um dia ainda aprendo a escrever como vc..hehe
Bjs,

Camila Scherrer said...

Adorei a comparação dos homens e inspiração; kkk
Com certeza sua bagagem será pra vida todaaa
Muito mais importante do que as coisas físicas, são aquelas capazes de nos tornar pessoas melhores!
Enfim; adorei o post =)
bjO

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